Archive for maio de 2009

Milhões sem gastar Milhões

Foi visto por milhões de pessoas no Youtube. A ação pertence a campanha de uma operadora de celular a T-Mobile. A idéia era simples: parar um hall de estação de trem e dançar. A execução é primorosa: os dançarinos contratados estão disfarçados como usuários dos trens, circulando livremente. De repente, começa a música. As pessoas parecem se contaminar. E o público da estação também entre na dança. O encerramento é magistral: mostra uma série de espectadores enviando mensagens, filmando e falando ao celular. O conceito? LIFE’S FOR SHARING. 

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Tiro certo

É uma idéia bem simples. Divertida. Uma situação do cotidiano. E incrivelmente conectada com o público-alvo. Exatamente tudo o que é preciso para vender cerveja.
Uma piada boa e bem contada.

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Quem não arrisca, não petisca. Pior: não lucra.

Regra básica da publicidade: não existe regra. Muito menos receita. O jogo é assim, arriscado. Não dá para prever. Só dá para intuir, para estimar. E tem uma coisa que você precisa saber: cedo ou tarde, você vai perder.

Toda marca de êxito, toda grande empresa, tem sua trajetória de derrotas. E qualquer CEO de multinacional sabe disso: aprende-se mais com os erros do que com os acertos. Na Brancozulu, por exemplo, coleciono nossos erros como troféus.

Se tem uma coisa que tenho medo é dos pequenos acertos. Porque grandes erros fazem com que as empresas busquem alternativas, se mexam. Pequenos acertos fazem com que as empresas parem, se imobilizem e, principalmente, tenham medo de errar.

Por que mexer em time que está ganhando? Porque aos 45 do segundo tempo, seu adversário faz um gol. Empata. E na prorrogação, ele faz outro. E te derrota.

Mas como é possível aprender com os erros? Como reconhccer erros e acertos no emaranhado da comunicação da sua marca ou empresa?

Em primeiro lugar, é preciso medir. E, além de medir, isolar variáveis. Principalmente se sua campanha envolve veículos e peças diferentes. É preciso saber quem foi o verdadeiro herói ou vilão da campanha.

Arriscar não é fazer um site ousado ou mesmo impactante para a sua empresa. Arriscar de verdade é fazer um site sem o Google Analytics. E ficar sem saber se o site que você fez é bom ou ruim. Pior: continuar sem saber.

Hoje em dia, está cada vez mais fácil medir o retorno do seu investimento em publicidade. A internet é uma grande aliada nisso. No online é possível saber tudo, tim-tim por tim-tim. E, então, vai continuar jogando no escuro por quê?

Para fechar, algo que aprendi com Amyr Klink. Quem pensa que ele faz loucuras, se engana. Ok, suas viagens não são um roteiro da Tia Augusta. Mas são tão planejadas, que minimizam riscos e se transformam simplesmente em grandes aventuras.  

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Agência X Diretor de Marketing

Deste lado do ringue, pensando 110 kg de idéias supostamente geniais, roupas estravagantes e muito ego, apresentamos a AGÊNCIA. E do outro lado, pesando 115 kg de diplomas e MBA’s, conhecimento de produto e com um não na ponta da língua, apresentamos o DIRETOR DE MARKETING.

Tem muita gente que vê o relacionamento entre agência e cliente assim. E gente dos dois lados. Agência que não dá a mínima para o negócio do cliente. E cliente que trata a agência como fornecedor. Cliente que acha que a agência vive batendo carteira. E agência que acha que o cliente é pão-duro. Agência que só vê o cliente como aquele que vive negando suas idéias geniais. E cliente que acha que as agências só pensam em ganhar prêmios.

O que agências e clientes que pensam assim não sabem, é que ambos estão perdendo. Perde a agência, porque no longo prazo não consegue manter o cliente. Perde o cliente, porque tem uma agência desmotivada e que não dá resultado.

Em primeiro lugar, é preciso que se entenda que o objetivo é comum. Agência e cliente querem que a campanha funcione, que as vendas aumentem. E assim a verba de marketing e comunicação do ano que vem também será maior.

Para tanto, a parceria é o melhor caminho. Mas é preciso confiar no parceiro e, principalmente, no seu conhecimento. Cliente e agência têm conhecimentos complementares. É necessário que esses conhecimentos sejam compartilhados.

Se você é agência, faça um esforço para apresentar cases interessantes e boa publicidade ou design ao seu cliente. Convide-o para exposições, premiações, indique livros que você está lendo, faça-o conhecer mais o pensamento da agência. É importante também mostrar números, resultados.

Se você é cliente, faça um esforço para mostrar a cultura da empresa para sua agência. Convide a agência para almoçar no bandejão da fábrica. Leve o pessoal para o ponto-de-venda, para a linha de produção, mostre os números, sua equipe de vendas. E acima de tudo: faça a agência usar seu produto.

Quanto mais informação compartilhada, melhor será o resultado da sua próxima campanha. Seja você agência ou diretor de marketing.

Mas lembre-se: essas coisas não acontecem da noite pro dia. É preciso muito investimento, muita paciência. É preciso acreditar no longo prazo.  

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