Archive for novembro de 2009

Para algumas empresas, a sustentabilidade parece algo insustentável.

O consumidor não é bobo. Pode demorar um pouco para perceber a mentira, ou como está sendo enganado, mas hora ou outra descobrirá a farsa.
Na verdade, quem se engana na maioria dos casos são as empresas que acham que uma pequena doação ou pequeno envolvimento com uma causa nobre, fará milagres na sua imagem de marca.
Para aqueles que pensam tomar parte em causas sociais ou aderir à onda da sustentabilidade com a única função de “ficar bem na foto”, cuidado. Em pouco tempo o efeito pode ser contrário. E o tiro pode sair pela culatra.
A sustentabilidade tem que estar na raiz da sua empresa. Tem que fazer parte do DNA da sua marca. Ou perde autenticidade. Soa falso, hipócrita e, por consequência, contribuirá negativamente.
Se fizer, faça bem feito. Ou melhor nem fazer.
Para ilustrar o que estou dizendo, encontrei esta fábula de Millôr Fernandes.

Chegou o miserável milionário no céu e, impacientemente, esperou a sua vez de muita gente, melhorei as condições sociais de muita gente.
- Não, isso não serve - disse o Todo-Poderoso - essas acções estavam implícitas ao acto de você enriquecer. Você as praticou porque precisava viver melhor. Não foram intrinsecamente boas acções, desprendidas, não servem.
O milionário escarafunchou o cérebro e não encontrou nada. Em verdade, passara uma vida egoísta, pensando apenas em si mesmo. Nunca o preocupara seu semelhante, nunca olhara para o ser humano a seu lado senão como uma fonte de lucro para as suas indústrias. Mas, de repente, lemboru-se das obras de filantropia.
- Ah - disse, puxando uma caderneta - aqui está. Uma vez dei cem cruzeiros para uma velhinha da Casa dos Artistas, outra vez contribuí com duzentos cruzeiros para o Hospital dos Alienados e outra vez contribuí com quinhentos cruzeiros para a Fundação das Operárias de Jesus.
- Só ? - perguntou Deus.
- Só - disse o milionário contrafeito.
- Josué! - gritou o Todo-Poderoso -, dê oitocentos cruzeiros ao cavalheiro aqui e que vá para o Inferno.

Moral: Amor com amor se paga e o dinheiro com dinheiro também.

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Um recorde de audiência: a campanha de T-Mobile.

A campanha inteira é um sucesso. Já foi postada aqui mais de uma vez. E o que me fez postá-la novamente foi ter entrado hoje pela manhã no Youtube e ver que o primeiro filme, aquele que as pessoas dançam na estação de trem, atingiu mais de 15 milhões de views. Um recorde de visualizações.
Em uma análise rápida alguém poderá dizer que 15 milhões de espectadores não é muito. Moramos em um país de dimensões continentais que ultrapassa os 170-180 milhões de habitantes. Sozinha, a Rede Globo consegue atingir isso fácil fácil.
A questão é que quando você passa um comercial na Globo, não só está pagando pelo espaço, como também está “empurrando” o comercial guela abaixo do espectador. Sem falar que boa parte dos consumidores zappeiam ou vão ao banheiro/lavar louça/ligar para alguém, enfim, fazer qualquer coisa no intervalo comercial.
No caso do Youtube, a coisa é diferente. O espectador clicou no video. Foi escolha dele clicar ali e assistir. E mesmo continuar assistindo. É claro que campanhas como as de T-Mobile não viralizam sem dinheiro, sem investimento. Isso é utopia, um sonho por parte de Clientes ou Marcas que ainda não têm idéia do que é fazer um viral. As campanhas virais precisam de ajuda. Precisam de “seeding”, que é semear. Ou seja, é preciso semear para colher frutos depois. Qualquer lavrador sabe disso desde o começo dos tempos. E de lá pra cá, nada mudou.

Um dos videos que eu não tinha visto ainda.

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Mais um video explicando o momento web que estamos vivendo

Versão 3.0 do video de Karl Fisch.

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Viral sobre a crise financeira mundial

Filme barato. Bem executado. E superviralizável.

FINANCIAL CRISIS from :weareom: on Vimeo.

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Mais um da Campanha do Obama

Este é o video comercial que divulga o livro sobre o design da histórica campanha de Barak Obama. Alguém já tem o livro? Gostaria muito de dar uma olhada.

Designing Obama from mas / menos on Vimeo.

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Fica legal, mas haja paciência.

O resultado final é bem interessante. Mas haja paciência para fazer isso na unha!

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Mais um stop-motion muito bem realizado.

VIDEOGIOCO by Donato Sansone from Enrico Ascoli - Sound Design on Vimeo.

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Certisign sai na frente do Serasa com a IN969

Brancozulu lança campanha da IN969 para informar sobre a obrigatoriedade de Certificado Digital para as empresas de lucro presumido a partir de janeiro de 2010.
As peças incluem um blog com informações para ajudar profissionais de contabilidade e empresários a entender melhor a IN969. E saber suas aplicações.
Também está sendo veiculado filme na Rede Elemídia (monitores de TV nos elevadores) nas principais capitais do país.

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Para quem ainda não acredita na força das Midias Sociais

Sigo diversas pessoas no Twitter. Na maioria gente do mercado nacional e internacional de publicidade e marketing. Mas nas horas vagas aproveito para dar algumas risadas com o tweets do pessoal do CQC. Entre os meus preferidos está o do Rafinha Bastos.
E foi justamente em uma madrugada, postanto trabalhos da Brancozulu no twitter e blog da agência que eu me deparei com uma mensagem do Rafinha, provavelmente feita do celular.
A mensagem dizia o seguinte: “Tô comendo no Fifties (para quem não conhece é uma rede de hamburguerias superfamosa) Aqui tudo vem dos anos 50, até o hamburguer… tá velho e murcho”.
Engraçado. Típico comentários que fazemos entre amigos. E isso não teria nenhum impacto, se não tivesse sido feito por mim ou você numa rodinha de amigos.
O problema, para o Fifties, neste caso, é que a rodinha de seguidores do Rafinha Bastos é de 490 mil pessoas. Se pensarmos que a tiragem de Veja nacional chega a pouco mais de 1 milhão de pessoas, chegamos a seguinte conclusão: esse comentário “inocente” feito por um membro do Twitter alcançou meia tiragem de Veja nacional.
É por isso que se fala em legislar o que é comentário espontâneo e o que é publicidade. Porque o comentário do Rafinha (e aqui não estou fazendo nenhuma acusação) poderia ser perfeitamente comprado por outra rede de hamburguerias.
Também é possível entender porque pessoas tão seguidas no Twiiter estão sendo extremamente assediadas por grandes marcas para emitir comentários e lançar posts pagos.
E, então, está convencido do poder do twitter e de outras midias sociais?

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Uma dica de leitura para aqueles que têm que decidir rápido.

Acabei de ler um livro fantástico sobre processos de decisão. O autor é o inglês Malcolm Gladwell. O nome do livro: Blink. A decisão num piscar de olhos. Gladwell é também autor de O ponto de desiquilíbrio, seguramente minha próxima leitura.
O livro mostra exemplos e ensina o leitor a “fatiar fino”, extraindo o máximo de um fato com o mínimo de informação.
Alguns exemplos que o livro usa: um museu que comprou uma escultura falsa. Antes de comprá-la, dezenas de pesquisadores investigaram durante 14 meses chegando a conclusão de que a estátua era verdadeira e deveria ser comprada. No entanto, 3 especialistas conceituados, simplesmente ao olhar para a escultura durante 3 segundos, perceberam que ela era falsa, ainda que não conseguissem justificar o porquê da conclusão.
E é com esta ilustração que Gladwell começa sua argumentação. Mostrando com vários exemplos que, o fato de termos muito pouco tempo para decidir sobre algo, não necessariamente vai comprometer nossa decisão. Ou seja, algo decidido em 3 segundos pode ser tão acertado quanto algo pensado e repensado em 2 dias. Isso se apredermos a “fatiar fino”.

Aqui vai o link:
http://migre.me/bg8S

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